Gestores do Hospital Azambuja apresentam números de atendimentos e projetam ampliação
Entrevista
Dados levantados pelo gerente de RH do hospital, Marcílio César Ghislandi, indicam que, até esta quinta (20), eram cerca de 30 afastados por conta de contaminações. Ele e o gestor hospitalar, Gilberto Bastiani, foram os entrevistados no programa Rádio Revista Cidade, desta sexta-feira (21). Além dos afastamentos, os entrevistados também falaram sobre ampliações previstas para o hospital ao longo do ano.
Só no Pronto Socorro, são cinco profissionais afastados. Para conseguir suprir a demanda a opção tem sido remanejar os profissionais como técnicos de enfermagem ou enfermeiros, entre as equipes. “Isso faz com que as pessoas tenham que trabalhar mais, é mais stress nesse início de ano, que estávamos, ali em dezembro, sem nada, nenhuma covid ou internações. Saímos do ano bem, retornou e isso é prejudicial a todos”, relatou.
A média de atendimentos diários ao longo de 2021 chegou a 600 pessoas, segundo o gestor, Gilberto Bastiani. Em alguns dias, o número de atendimentos chega a ser o dobro dos atendimentos registrados no fim do ano de 2021, quando o número era, em média, de 350 a 400 pessoas. “A gente teve um aumento considerável no atendimento do nosso pronto socorro e no nosso ambulatório, a partir do dia 1º de janeiro, muitos com doenças respiratórias”.
De acordo com Bastiani, 230 mil atendimentos, praticamente 1,5 vezes a população da cidade de Brusque. Do total de atendimentos, pelo menos 5371 foram de pessoas que chegaram em ambulância, com casos considerados graves.
A média de tempo de espera para os casos não urgentes, segundo dados do Hospital, variam de três a quatro horas. Durante a entrevista, os gestores relataram que o número de atendimentos de outras doenças segue um aumento gradual.. A estimativa de Bastiani é que anualmente, o acréscimo de 20% na demanda por serviços de urgências e emergências.
Reforço no serviço
Bastiani projeta um aumento no número de leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Azambuja ao longo do ano. Os 10 leitos atuais, mantidos no hospital, são tidos como insuficientes para atender a demanda. “É necessário, hoje, aumentar esse número. A gente fez uma solicitação, junto ao (governo do) Estado e o Estado se comprometeu, agora, mais ou menos, até março abrir para a gente ter mais 10 leitos de UTI geral no Hospital Azambuja para atendimento dos pacientes”.
O processo já recebeu as aprovações e vistorias e aguarda avaliação da Secretaria de Saúde do Estado e do Ministério da Saúde. A tendência é que o processo seja encerrado até o fim de fevereiro.
Além dos 10 leitos de UTI voltados para o SUS, Bastiani também destaca a tendência de abertura de outros seis leitos destinados ao atendimento de pacientes com convênio particular. Hoje, toda a demanda é atendida na mesma estrutura.